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QUEM É O CULPADO DA GASOLINA MAIS CARA

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Os tributos incidentes sobre os combustíveis são muitos e deveria haver uma reforma tributária para reduzir essa carga, mas essa não é a causa dos aumentos sucessivos atuais.

O ICMS, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, cobrado pelos estados não aumentou nos últimos 12 meses, mas os combustíveis já acumulam reajustes que chegam a mais de 40%.

Os reajustes quinzenais devem continuar corroendo o poder de compra dos salários dos trabalhadores, que permanecem sem reajustes. Com aumento dos custos de frete as mercadorias ficam mais caras, piorando ainda mais as condições de vida inclusive de quem não tem carro.

O preço dos combustíveis sobe porque estão atrelados ao dólar e a instabilidade política brasileira tem contribuído significativamente para reduzir o valor da moeda nacional. Os investidores que movimentam os negócios na Bolsa de Valores estão ganhando dinheiro com as crises quase diárias criadas pelo governo comandando por um presidente de extrema-direita, que dá declarações polêmicas cotidianas, como se fosse um comentarista de um jornal sensacionalista. A aposta no caos é lucrativa, mas também arriscada, o que leva àqueles que investem de forma mais conservadora a buscarem colocar suas riquezas em um ambiente mais seguro para aplicações de longo prazo.

O governo não manda nos preços controlados pela Petrobras, porque a companhia tem capital aberto e regras que impedem decisões causadoras de prejuízos para os acionistas e para a empresa. O presidente da república nomeia o presidente da companhia, mas não tem poder para determinar por quanto serão vendidos os produtos distribuídos.

Como as instabilidades políticas devem aumentar com a proximidade do dia das eleições gerais, que poderão possibilitar a troca de poder, o Brasil corre o risco de mergulhar numa hiperinflação no próximo ano, com consequências imprevisíveis, mas estimáveis, considerando a experiência histórica que vivenciamos na ditadura e 6 anos depois da redemocratização.

Gasolina há R$ 10,00 até o final do ano é apenas a ponta do iceberg, que levará invariavelmente ao naufrágio da estabilidade econômica e do controle da inflação, conseguido a custa de muito sacrifício do povo no final do século passado.

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Lula lidera Pesquisa PoderData com 9 pontos na frente

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O ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, permanece na liderança da corrida eleitoral há menos de um ano do dia do voto, segundo pesquisa realizada pelo PoderData e divulgada pelo site Poder360, do jornalista Fernando Rodrigues.
O jornalista Arquimedes de Castro faz uma análise crítica da pesquisa que é realizada por telefone a cada 15 dias. São feitas 2.500 entrevistas para formar a amostra eleitoral que represente a população brasileira apta a votar. Os organizadores dizem que realizam mais de 100 mil ligações telefônicas até chegarem ao perfil dos eleitores que representem fielmente a realidade.
Lula tem 36% das intenções de voto e Bolsonaro 27%, na pesquisa feita entre os dias 22 e 24 de novembro e divulgada ontem. Uma vantagem de 9 pontos percentuais.
O petista também não perde para nenhum dos pré-candidatos que já se apresentaram para disputar o pleito e venceria as eleições presidenciais se elas fossem realizadas hoje, conforme os dados da pesquisa.
Veja o vídeo para saber mais sobre o estudo estatístico, com a análise política de @arquimedesdecastro.

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LULA SUPERA BOLSONARO NA POPULARIDADE DIGITAL – IPD

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Análise crítica do jornalista Arquimedes de Castro sobre o IPD – Índice de Popularidade Digital dos presidenciáveis brasileiros, publicado pelo jornal Folha de São

Paulo.
Segundo a Quaest Consultoria, que elaborou o IPD, são considerados vários fatores para determinar se um pré-candidato está mais ou menos popular nas redes. Sem revelar

exatamente como o índice é calculado, a Quaest informa que são levados em conta seis dimensões nas redes:
FAMA – Número de seguidores;
ENGAJAMENTO – Comentários e curtidas por postagens;
MOBILIZAÇÃO – Compartilhamento das postagens;
VALÊNCIA – Reações positivas e negativas às postagens;
PRESENÇA – Número de redes sociais em que a pessoa está ativa;
INTERESSE – Volume de buscas no Google, Youtube e Wikipédia.

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ENEM MAIS DIFÍCIL E COM A CARA DO GOVERNO

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Todos os funcionários que ocupavam cargos de chefia no terceiro escalão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP, órgão do governo federal responsável pelo ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio pedirão demissão na semana que antecede a realização da Prova Nacional que garante acesso dos estudantes à matrícula em universidade públicas e gratuitas.

Há denúncias de má gestão no órgão governamental que controla um portal de acesso de milhões de pessoas a uma vaga para estudar gratuitamente e obter qualificação profissional de nível superior, paga pelo dinheiro arrecadado pelo governo através da cobrança de tributos, que nós nem percebemos porque são impostos e escondidos atrás de siglas como IPI, ICMS, IOF, entre outras.

Pela carga tributária que incide sobre cada cidadão e cidadã, não deveria haver um portão de acesso que impedisse através de uma prova os estudantes do ensino médio de continuarem seus estudos, mas ele existe e muitos o glorificam como um troféu que coroa de mérito àqueles que pelo seu esforço adquiriram os conhecimentos necessários para se tornarem universitários.

A prova do Enem é uma ferramenta governamental de exclusão, que impede jovens pobres e sem acesso aos melhores professores e suas técnicas didáticas inovadoras, de aprimorarem seus conhecimentos obtendo diplomas que são fundamentais para a ocupação de cargos que só são acessíveis com esses documentos comprobatórios das qualidades cognitivas dos seus portadores. Os que não os possuem são segregados as ocupações que pagam salários mínimos e não permitem ascensão profissional.

Outros tantos que desistem sem tentar ou são considerados inaptos, estarão permanentemente afastados de ocupações que requerem especialização na Era do Conhecimento Digital. A discussão sobre a escolha pelo governo de questões das provas resume-se a área das ciências humanas, notadamente porque o presidente Jair Bolsonaro defende que o Golpe Militar de 1964 foi uma revolução contra a ameaça de uma ditadura comunista.

Ele mesmo disse que as provas teriam a “cara do seu governo”, abrindo uma polêmica sobre os limites republicanos de interferência do governo em questões de Estado, como a escolha aleatória de questões para provas que habilitam estudantes do ensino médio a obterem acesso às instituições públicas de ensino superior.

Neste vídeo o jornalista Arquimedes de Castro fala sobre esse tema e analisa os riscos dos que se inscreveram para a Prova do Enem 2021, além de examinar a hipótese da prova de redação ter como tema questões políticas e ideológicas.

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