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ORÇAMENTO SECRETO DE BOLSONARO: ENTENDA O ESQUEMA

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A confusão toda está nas emendas feitas pelo relator do orçamento geral da União, que estariam atendendo aos pedidos dos deputados e senadores, sem nenhuma identificação, camuflando uma parcela significativa do dinheiro arrecadado pelo governo federal em impostos.

A denúncia é de que há uma fraude contábil nas emendas RP 9, que aumentaram mais de 500% e são manipuladas de acordo com a conveniência do relator do orçamento, para pagar os votos dados pelos parlamentares aos projetos do governo.

A base para votação que exige quórum qualificado de dois terços, em dois turnos, nas duas casas legislativas, seria comprada com um valor pré-pago de indicação de emendas do relator do orçamento. De acordo com as evidências, a manobra de manter as emendas ocultas dos sistemas de transparência aos quais estão submetidas as demais emendas individuais ou coletivas, serviria para atender aos que votam com o governo nos temas polêmicos.

A estratégia teria garantido a eleição do atual presidente da Câmara e seria responsável pela recente aprovação da PEC dos Precatórios. Rosa Weber suspendeu, mas será preciso que o tribunal chancele sua decisão, para que os efeitos práticos apareçam. Inclusive com a publicação das emendas já liberadas nesse orçamento paralelo que fere os princípios norteadores da constituição e da organização política do país.

Para entender como funciona o esquema de corrupção chamado de “Orçamento Secreto” é preciso primeiro consultar o Regimento Comum do Congresso Nacional, que prevê quatro modalidades de emendas parlamentares, classificadas conforme a sua autoria: • Emendas de comissão (autoria das comissões permanentes); • Emendas de bancada estadual (autoria das bancadas estaduais no Congresso); • Emendas individuais (autoria dos Congressistas em exercício); e, • Emendas de relator (autoria do relator-geral do projeto de lei orçamentária anual). As emendas individuais destinam-se a viabilizar o atendimento pelos parlamentares das reivindicações de suas bases eleitorais formuladas nos planos local ou municipal; as emendas de bancadas estaduais visam à realização de obras e projetos estruturantes de importância estadual ou distrital; e as emendas de comissões atendem a demandas de amplitude nacional e de interesse institucional.

Veja análise política sobre o orçamento secreto do jornalista Arquimedes de Castro.

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Lula lidera Pesquisa PoderData com 9 pontos na frente

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O ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, permanece na liderança da corrida eleitoral há menos de um ano do dia do voto, segundo pesquisa realizada pelo PoderData e divulgada pelo site Poder360, do jornalista Fernando Rodrigues.
O jornalista Arquimedes de Castro faz uma análise crítica da pesquisa que é realizada por telefone a cada 15 dias. São feitas 2.500 entrevistas para formar a amostra eleitoral que represente a população brasileira apta a votar. Os organizadores dizem que realizam mais de 100 mil ligações telefônicas até chegarem ao perfil dos eleitores que representem fielmente a realidade.
Lula tem 36% das intenções de voto e Bolsonaro 27%, na pesquisa feita entre os dias 22 e 24 de novembro e divulgada ontem. Uma vantagem de 9 pontos percentuais.
O petista também não perde para nenhum dos pré-candidatos que já se apresentaram para disputar o pleito e venceria as eleições presidenciais se elas fossem realizadas hoje, conforme os dados da pesquisa.
Veja o vídeo para saber mais sobre o estudo estatístico, com a análise política de @arquimedesdecastro.

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LULA SUPERA BOLSONARO NA POPULARIDADE DIGITAL – IPD

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Análise crítica do jornalista Arquimedes de Castro sobre o IPD – Índice de Popularidade Digital dos presidenciáveis brasileiros, publicado pelo jornal Folha de São

Paulo.
Segundo a Quaest Consultoria, que elaborou o IPD, são considerados vários fatores para determinar se um pré-candidato está mais ou menos popular nas redes. Sem revelar

exatamente como o índice é calculado, a Quaest informa que são levados em conta seis dimensões nas redes:
FAMA – Número de seguidores;
ENGAJAMENTO – Comentários e curtidas por postagens;
MOBILIZAÇÃO – Compartilhamento das postagens;
VALÊNCIA – Reações positivas e negativas às postagens;
PRESENÇA – Número de redes sociais em que a pessoa está ativa;
INTERESSE – Volume de buscas no Google, Youtube e Wikipédia.

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ENEM MAIS DIFÍCIL E COM A CARA DO GOVERNO

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Todos os funcionários que ocupavam cargos de chefia no terceiro escalão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP, órgão do governo federal responsável pelo ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio pedirão demissão na semana que antecede a realização da Prova Nacional que garante acesso dos estudantes à matrícula em universidade públicas e gratuitas.

Há denúncias de má gestão no órgão governamental que controla um portal de acesso de milhões de pessoas a uma vaga para estudar gratuitamente e obter qualificação profissional de nível superior, paga pelo dinheiro arrecadado pelo governo através da cobrança de tributos, que nós nem percebemos porque são impostos e escondidos atrás de siglas como IPI, ICMS, IOF, entre outras.

Pela carga tributária que incide sobre cada cidadão e cidadã, não deveria haver um portão de acesso que impedisse através de uma prova os estudantes do ensino médio de continuarem seus estudos, mas ele existe e muitos o glorificam como um troféu que coroa de mérito àqueles que pelo seu esforço adquiriram os conhecimentos necessários para se tornarem universitários.

A prova do Enem é uma ferramenta governamental de exclusão, que impede jovens pobres e sem acesso aos melhores professores e suas técnicas didáticas inovadoras, de aprimorarem seus conhecimentos obtendo diplomas que são fundamentais para a ocupação de cargos que só são acessíveis com esses documentos comprobatórios das qualidades cognitivas dos seus portadores. Os que não os possuem são segregados as ocupações que pagam salários mínimos e não permitem ascensão profissional.

Outros tantos que desistem sem tentar ou são considerados inaptos, estarão permanentemente afastados de ocupações que requerem especialização na Era do Conhecimento Digital. A discussão sobre a escolha pelo governo de questões das provas resume-se a área das ciências humanas, notadamente porque o presidente Jair Bolsonaro defende que o Golpe Militar de 1964 foi uma revolução contra a ameaça de uma ditadura comunista.

Ele mesmo disse que as provas teriam a “cara do seu governo”, abrindo uma polêmica sobre os limites republicanos de interferência do governo em questões de Estado, como a escolha aleatória de questões para provas que habilitam estudantes do ensino médio a obterem acesso às instituições públicas de ensino superior.

Neste vídeo o jornalista Arquimedes de Castro fala sobre esse tema e analisa os riscos dos que se inscreveram para a Prova do Enem 2021, além de examinar a hipótese da prova de redação ter como tema questões políticas e ideológicas.

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