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Novo Auxílio Brasil é caro e inútil

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O governo federal não debate com a sociedade os problemas nacionais que envolvem o trabalho e a redução da pobreza e das desigualdades. Pressionado pela opinião pública e as pesquisas eleitorais, o presidente mandou anunciar o fim do auxílio emergencial e do Bolsa Família, criando um novo programa que ampliará o número de beneficiários, com reajuste linear de 20% nos valores pagos no programa já existente.

O ministro encarregado no governo de promover a cidadania apresentou uma solução que teve como efeito imediato a queda da Bolsa de Valores e a desvalorização da moeda nacional.

A crise sanitária atingiu os brasileiros mais pobres, aumentando a miséria e a fome, mas entre os mais ricos a situação resultou em ampliação de suas riquezas, com aumento de 2,7 pontos percentuais na relação econômica que mantem 49,6% da renda nacional nas mãos de apenas 1% dos seus cidadãos.

O governo não foi capaz de implementar uma estratégia eficiente para enfrentar as consequências econômicas da doença coletiva que se espalhou por todo o mundo, mesmo sabendo e anunciando que o problema existia. O auxílio emergencial criado pelo Congresso, descontinuado pelo governo, retomado e agora extinto, foi implantado verticalmente e sem nenhuma colaboração da rede de assistência social existente no país.

O Brasil descumpriu sete das 12 recomendações recebidas pela Revisão Periódica Universal (RPU) da ONU sobre trabalho e redução da pobreza e da desigualdade e promoveu o retrocesso em quatro delas.

As medidas anunciadas como soluções eleitorais não serão eficientes para ampliar a renda e reduzir as desigualdades, além de provocarem efeitos econômicos indesejáveis. O mais importante deles é o calote nas contas públicas, com a criação de um crédito extraordinário para pagar débitos que deveriam estar previstos no orçamento.

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Lula lidera Pesquisa PoderData com 9 pontos na frente

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O ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, permanece na liderança da corrida eleitoral há menos de um ano do dia do voto, segundo pesquisa realizada pelo PoderData e divulgada pelo site Poder360, do jornalista Fernando Rodrigues.
O jornalista Arquimedes de Castro faz uma análise crítica da pesquisa que é realizada por telefone a cada 15 dias. São feitas 2.500 entrevistas para formar a amostra eleitoral que represente a população brasileira apta a votar. Os organizadores dizem que realizam mais de 100 mil ligações telefônicas até chegarem ao perfil dos eleitores que representem fielmente a realidade.
Lula tem 36% das intenções de voto e Bolsonaro 27%, na pesquisa feita entre os dias 22 e 24 de novembro e divulgada ontem. Uma vantagem de 9 pontos percentuais.
O petista também não perde para nenhum dos pré-candidatos que já se apresentaram para disputar o pleito e venceria as eleições presidenciais se elas fossem realizadas hoje, conforme os dados da pesquisa.
Veja o vídeo para saber mais sobre o estudo estatístico, com a análise política de @arquimedesdecastro.

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LULA SUPERA BOLSONARO NA POPULARIDADE DIGITAL – IPD

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Análise crítica do jornalista Arquimedes de Castro sobre o IPD – Índice de Popularidade Digital dos presidenciáveis brasileiros, publicado pelo jornal Folha de São

Paulo.
Segundo a Quaest Consultoria, que elaborou o IPD, são considerados vários fatores para determinar se um pré-candidato está mais ou menos popular nas redes. Sem revelar

exatamente como o índice é calculado, a Quaest informa que são levados em conta seis dimensões nas redes:
FAMA – Número de seguidores;
ENGAJAMENTO – Comentários e curtidas por postagens;
MOBILIZAÇÃO – Compartilhamento das postagens;
VALÊNCIA – Reações positivas e negativas às postagens;
PRESENÇA – Número de redes sociais em que a pessoa está ativa;
INTERESSE – Volume de buscas no Google, Youtube e Wikipédia.

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ENEM MAIS DIFÍCIL E COM A CARA DO GOVERNO

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Todos os funcionários que ocupavam cargos de chefia no terceiro escalão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP, órgão do governo federal responsável pelo ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio pedirão demissão na semana que antecede a realização da Prova Nacional que garante acesso dos estudantes à matrícula em universidade públicas e gratuitas.

Há denúncias de má gestão no órgão governamental que controla um portal de acesso de milhões de pessoas a uma vaga para estudar gratuitamente e obter qualificação profissional de nível superior, paga pelo dinheiro arrecadado pelo governo através da cobrança de tributos, que nós nem percebemos porque são impostos e escondidos atrás de siglas como IPI, ICMS, IOF, entre outras.

Pela carga tributária que incide sobre cada cidadão e cidadã, não deveria haver um portão de acesso que impedisse através de uma prova os estudantes do ensino médio de continuarem seus estudos, mas ele existe e muitos o glorificam como um troféu que coroa de mérito àqueles que pelo seu esforço adquiriram os conhecimentos necessários para se tornarem universitários.

A prova do Enem é uma ferramenta governamental de exclusão, que impede jovens pobres e sem acesso aos melhores professores e suas técnicas didáticas inovadoras, de aprimorarem seus conhecimentos obtendo diplomas que são fundamentais para a ocupação de cargos que só são acessíveis com esses documentos comprobatórios das qualidades cognitivas dos seus portadores. Os que não os possuem são segregados as ocupações que pagam salários mínimos e não permitem ascensão profissional.

Outros tantos que desistem sem tentar ou são considerados inaptos, estarão permanentemente afastados de ocupações que requerem especialização na Era do Conhecimento Digital. A discussão sobre a escolha pelo governo de questões das provas resume-se a área das ciências humanas, notadamente porque o presidente Jair Bolsonaro defende que o Golpe Militar de 1964 foi uma revolução contra a ameaça de uma ditadura comunista.

Ele mesmo disse que as provas teriam a “cara do seu governo”, abrindo uma polêmica sobre os limites republicanos de interferência do governo em questões de Estado, como a escolha aleatória de questões para provas que habilitam estudantes do ensino médio a obterem acesso às instituições públicas de ensino superior.

Neste vídeo o jornalista Arquimedes de Castro fala sobre esse tema e analisa os riscos dos que se inscreveram para a Prova do Enem 2021, além de examinar a hipótese da prova de redação ter como tema questões políticas e ideológicas.

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