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MARIGHELLA DE WAGNER MOURA – CRÍTICA DO FILME

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É a história do Inimigo Nº 1 do Estado após o Golpe Militar no Brasil em 1964, que teve amplo apoio da população, da mídia, de empresários, políticos nacionais e dos Estados Unidos da América. A principal controvérsia reside justamente nessa premissa, negada pelo atual governo brasileiro de extrema-direita, que promove uma revisão histórica para mostrar que os militares afastaram o presidente eleito à força para evitar uma ditadura comunista. A ação dos militares resultou em uma ditadura fascista.

O argumento central do aclamado diretor é que existe legitimidade no uso da violência e de armas para matar àqueles que defendem um governo ilegítimo, ilegal e autoritário. Apesar de ser um filme político, não se trata de um documentário, mas de uma ficção de ação e violência, baseada em fatos reais, que são interpretados pela visão progressista e singular de Wagner Moura. Seu Jorge interpreta Carlos Marighella, escritor marxista brasileiro, político e guerrilheiro que viveu no século 20 e foi morto pela ditadura militar brasileira em 1969. Depois do golpe militar os brasileiros ficaram 21 anos sem poder escolher o presidente do país, governado pelo Estado Maior das Forças Armadas.

Todos os que se opuseram ao novo regime foram perseguidos, torturados e/ou mortos, como mostram os documentos da COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE, que são públicos e revelam de forma oficial os crimes cometidos pelos militares contra a população civil. O filme começa em Agosto de 1964, na cidade de São Paulo, durante um assalto onde os guerrilheiros roubam armas em poder do governo, para uso na luta armada organizada contra o Estado. O estilo do diretor repete cenas de ação frenética, com a câmera acompanhando em primeira pessoa os atores, sob uma trilha sonora de compositores brasileiros como Chico Science.

São quase duas horas e meia de referências históricas brasileiras e internacionais, num triller de ação e aventura, que pode ser assistido tanto pelos que estão à esquerda de Lula, quanto pelos que estão à direita de Bolsonaro. É um filme violento, que toca num tema sensível e capaz de inflamar os mais sagazes na retórica em defesa do lado certo da história. Mas a questão fundamental que permanece após tiros, crimes e muita ação violenta é: É legítimo que os cidadãos se organizem contra o Estado? Se sim, quais seriam as situações legítimas?

Veja análise política SOBRE O FILME “MARIGHELLA” do jornalista Arquimedes de Castro.

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Lula lidera Pesquisa PoderData com 9 pontos na frente

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O ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, permanece na liderança da corrida eleitoral há menos de um ano do dia do voto, segundo pesquisa realizada pelo PoderData e divulgada pelo site Poder360, do jornalista Fernando Rodrigues.
O jornalista Arquimedes de Castro faz uma análise crítica da pesquisa que é realizada por telefone a cada 15 dias. São feitas 2.500 entrevistas para formar a amostra eleitoral que represente a população brasileira apta a votar. Os organizadores dizem que realizam mais de 100 mil ligações telefônicas até chegarem ao perfil dos eleitores que representem fielmente a realidade.
Lula tem 36% das intenções de voto e Bolsonaro 27%, na pesquisa feita entre os dias 22 e 24 de novembro e divulgada ontem. Uma vantagem de 9 pontos percentuais.
O petista também não perde para nenhum dos pré-candidatos que já se apresentaram para disputar o pleito e venceria as eleições presidenciais se elas fossem realizadas hoje, conforme os dados da pesquisa.
Veja o vídeo para saber mais sobre o estudo estatístico, com a análise política de @arquimedesdecastro.

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LULA SUPERA BOLSONARO NA POPULARIDADE DIGITAL – IPD

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Análise crítica do jornalista Arquimedes de Castro sobre o IPD – Índice de Popularidade Digital dos presidenciáveis brasileiros, publicado pelo jornal Folha de São

Paulo.
Segundo a Quaest Consultoria, que elaborou o IPD, são considerados vários fatores para determinar se um pré-candidato está mais ou menos popular nas redes. Sem revelar

exatamente como o índice é calculado, a Quaest informa que são levados em conta seis dimensões nas redes:
FAMA – Número de seguidores;
ENGAJAMENTO – Comentários e curtidas por postagens;
MOBILIZAÇÃO – Compartilhamento das postagens;
VALÊNCIA – Reações positivas e negativas às postagens;
PRESENÇA – Número de redes sociais em que a pessoa está ativa;
INTERESSE – Volume de buscas no Google, Youtube e Wikipédia.

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ENEM MAIS DIFÍCIL E COM A CARA DO GOVERNO

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Todos os funcionários que ocupavam cargos de chefia no terceiro escalão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP, órgão do governo federal responsável pelo ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio pedirão demissão na semana que antecede a realização da Prova Nacional que garante acesso dos estudantes à matrícula em universidade públicas e gratuitas.

Há denúncias de má gestão no órgão governamental que controla um portal de acesso de milhões de pessoas a uma vaga para estudar gratuitamente e obter qualificação profissional de nível superior, paga pelo dinheiro arrecadado pelo governo através da cobrança de tributos, que nós nem percebemos porque são impostos e escondidos atrás de siglas como IPI, ICMS, IOF, entre outras.

Pela carga tributária que incide sobre cada cidadão e cidadã, não deveria haver um portão de acesso que impedisse através de uma prova os estudantes do ensino médio de continuarem seus estudos, mas ele existe e muitos o glorificam como um troféu que coroa de mérito àqueles que pelo seu esforço adquiriram os conhecimentos necessários para se tornarem universitários.

A prova do Enem é uma ferramenta governamental de exclusão, que impede jovens pobres e sem acesso aos melhores professores e suas técnicas didáticas inovadoras, de aprimorarem seus conhecimentos obtendo diplomas que são fundamentais para a ocupação de cargos que só são acessíveis com esses documentos comprobatórios das qualidades cognitivas dos seus portadores. Os que não os possuem são segregados as ocupações que pagam salários mínimos e não permitem ascensão profissional.

Outros tantos que desistem sem tentar ou são considerados inaptos, estarão permanentemente afastados de ocupações que requerem especialização na Era do Conhecimento Digital. A discussão sobre a escolha pelo governo de questões das provas resume-se a área das ciências humanas, notadamente porque o presidente Jair Bolsonaro defende que o Golpe Militar de 1964 foi uma revolução contra a ameaça de uma ditadura comunista.

Ele mesmo disse que as provas teriam a “cara do seu governo”, abrindo uma polêmica sobre os limites republicanos de interferência do governo em questões de Estado, como a escolha aleatória de questões para provas que habilitam estudantes do ensino médio a obterem acesso às instituições públicas de ensino superior.

Neste vídeo o jornalista Arquimedes de Castro fala sobre esse tema e analisa os riscos dos que se inscreveram para a Prova do Enem 2021, além de examinar a hipótese da prova de redação ter como tema questões políticas e ideológicas.

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