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Histórico do Datafolha nas pesquisas antes da eleição

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Análise política das pesquisas Datafolha de 1988, 1993, 1997, 2001, 2005, 2009, 2013, 2017 e 2021 mostra que nem sempre quem está na frente nas intenções de voto consegue ganhar o pleito. A segunda constatação é que candidatos à reeleição, todos os ex-presidentes estavam na frente na corrida eleitoral antes de ganharem nas urnas um ano depois. A terceira é que a comunicação de massa pode manipular a opinião pública e mudar a intenção de voto dos eleitores, alçando ao poder figuras desconhecidas e fritando o capital político de favoritos.

Para além de acreditar ou não em pesquisa é preciso saber lê-las e compreender como elas se encaixam dentro da conjuntura política. Datafolha 04/12/1988: Cenário 1: Brizola 24%, Lula 17%, Covas 15%, Jânio 7%, Ulysses 7%, Jarbas Passarinho 5%, Affonso Camargo 2%. Datafolha 21/11/1993: Lula 31%, Sarney 16%, Maluf 12%, Brizola 8%, FHC 7%, ACM 5%, Branco/nulo 18%, Não sabe 4%. Datafolha 18/09/1997: FHC 37%, Lula 22%, Maluf 13%, Sarney 11%, Ciro 5%, Branco/nulo 10%, Não sabe 3%. Datafolha 23/09/2001: Lula 30%, Ciro 14%, Roseana 12%, Itamar 11%, Garotinho 9%, Serra 7%, Enéas 3%, Branco/nulo 8%, Não sabe 5%. Datafolha 23/10/2005: Lula 30%, Serra 27%, Garotinho 10%, Heloisa Helena 7%, Cesar Maia 3%, Roberto Freire 2%, Branco/nulo 12%, Não sabe 9%. Datafolha 21/12/2009: Serra 37%, Dilma 23%, Ciro 13%, Marina 8%, Branco/nulo 9%, Não sabe 10%. Datafolha 12/10/2013: Dilma 42%, Aécio 21%, Eduardo Campos 15%, Branco/nulo 16%, Não sabe 7%. Datafolha 01/10/2017: Lula 35%, Bolsonaro 17%, Marina 13%, Alckmin 8%, Ciro 4%, Alvaro Dias 4%, Meirelles 2%, Chico Alencar 1%, B/N 15%, NS 2%. Datafolha 18/09/2021: Lula 46%, Bolsonaro 26%, Ciro 9%, Doria 4%, Mandetta 3%, B/N 11%, NS 2%. A pesquisa foi realizada pelo jornalista Bruno Carazza, colunista do Valor Econômico.

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Novo Auxílio Brasil é caro e inútil

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O governo federal não debate com a sociedade os problemas nacionais que envolvem o trabalho e a redução da pobreza e das desigualdades. Pressionado pela opinião pública e as pesquisas eleitorais, o presidente mandou anunciar o fim do auxílio emergencial e do Bolsa Família, criando um novo programa que ampliará o número de beneficiários, com reajuste linear de 20% nos valores pagos no programa já existente.

O ministro encarregado no governo de promover a cidadania apresentou uma solução que teve como efeito imediato a queda da Bolsa de Valores e a desvalorização da moeda nacional.

A crise sanitária atingiu os brasileiros mais pobres, aumentando a miséria e a fome, mas entre os mais ricos a situação resultou em ampliação de suas riquezas, com aumento de 2,7 pontos percentuais na relação econômica que mantem 49,6% da renda nacional nas mãos de apenas 1% dos seus cidadãos.

O governo não foi capaz de implementar uma estratégia eficiente para enfrentar as consequências econômicas da doença coletiva que se espalhou por todo o mundo, mesmo sabendo e anunciando que o problema existia. O auxílio emergencial criado pelo Congresso, descontinuado pelo governo, retomado e agora extinto, foi implantado verticalmente e sem nenhuma colaboração da rede de assistência social existente no país.

O Brasil descumpriu sete das 12 recomendações recebidas pela Revisão Periódica Universal (RPU) da ONU sobre trabalho e redução da pobreza e da desigualdade e promoveu o retrocesso em quatro delas.

As medidas anunciadas como soluções eleitorais não serão eficientes para ampliar a renda e reduzir as desigualdades, além de provocarem efeitos econômicos indesejáveis. O mais importante deles é o calote nas contas públicas, com a criação de um crédito extraordinário para pagar débitos que deveriam estar previstos no orçamento.

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CPI DE ARROZ DE PATO

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Esse foi o prato principal servido entre os senadores que decidiram como ficaria o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito já publicado e que será votado na próxima semana.

Como o presidente da república tem imunidade presidencial e conta com a proteção da Procuradoria Geral da República e da Câmara Federal, não deverá sofrer punições pelos supostos crimes que teria praticado, que juntos poderiam lhe render mais de cem anos de cadeia.

O perigo agora é para os aliados que estão indiciados em crimes graves, como por exemplo, o ex-ministro da Saúde, general da ativa do Exército Brasileiro, Eduardo Pazzuello. Além dele, também estão no relatório os filhos do presidente, ex-ministros, empresários, assessores, funcionários públicos, blogueiros, médicos, deputados, etc.

Os indiciados mais fracos e mais pobres serão os primeiros a serem punidos. Por terem sido indiciados, alguns já estão sofrendo as consequências da citação pública dos seus nomes. Àqueles que não puderem pagar advogados que atuam em cortes superiores, irão para a cadeia rapidamente.

Já os indiciados mais ricos e mais poderosos poderão recorrer das acusações em liberdade e a maioria não ficará nenhum dia preso. O presidente se for habilidoso, poderá dividir o poder com seus aliados e manter-se no cargo, podendo reeleger-se no próximo ano e afastar para ainda mais longe qualquer punição.

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Pesquisas políticas falsas

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Evidentemente existem pesquisas de eleitorais feitas por amostragem para medir a intenção de voto do eleitor, que são falsificadas para beneficiar um candidato em detrimento de outro.

Veja como descobrir quais são as falsas e em que estudos se pode conferir algum grau de credibilidade, não como uma previsão do resultado da eleição, mas apenas um mapa numérico e gráfico de como poderá se comportar a intenção de voto do eleitor até o dia da eleição.

Respondendo a uma série de críticas e comentários nos vídeos anteriores sobre pesquisas de opinião e buscando esclarecer algumas dúvidas.

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