conecte-se conosco

ARTIGOS

A estatística da morte na pandemia de proporções apocalípticas

Publicados

sobre

Os dados estatísticos com a contagem de casos de contágio, mortos e recuperados é o grande pesadelo dos governos impelidos pelo povo a controlar a pandemia do novo coronavírus.

O presidente já disse que a culpa é da imprensa que insiste em divulgar esses dados que contabilizam uma trajetória de mortalidade coletiva, com milhares de mortos em todo o país, que ficariam no esquecimento completo se não fosse o consórcio de veículos de imprensa, que em acordo com as secretarias de Saúde dos estados, formaram um sistema de banco de informações capazes de manter abastecidos de informações os jornais, as televisões, emissoras de rádio, portais e toda a mídia digital e analógica.

O chefe do executivo federal tem razão, sem essa contagem de mortos, não haveria pânico e seria possível colocar o problema de lado, para seguir um plano estratégico governamental, seja ele qual for. Mas, o Estado Democrático de Direito permite a existência de imprensa livre para criticar as ações do governo, ficando difícil ignorar um problema que insistentemente é colocado como manchete pelos órgãos de imprensa. O nosso líder democraticamente eleito está ignorando a Agenda Setting da Mídia.

A agenda da mídia quando se estabelece na opinião pública obriga o governo a tomar providências em relação aos problemas que afetam muita gente, como uma pandemia que só nas últimas 24 horas matou mais de 1.900 pessoas. Alguns cadáveres ainda estão escondidos e só aparecerão quando for feita uma operação rescaldo da pandemia, que apure com método científico o que realmente está acontecendo nesses dias de caos, dor e sofrimento para muitos brasileiros.

Por trás das estatísticas ainda estão as unidades de terapia intensiva lotadas com doentes à beira da morte, levando ao desespero jovens e velhos médicos que não sabem lidar com essa doença misteriosa, que mata independentemente dos cuidados realizados com o paciente. Uma UTI que pode custar mais de R$ 50.000,00 por dia com todos os equipamentos já inventados para estabilizar pacientes, não é suficiente para salvar vidas preciosas dos mais ricos que procuram os hospitais de excelência, que hoje também estão lotados e sem vagas para os que desafiaram o vírus.

Jair Messias Bolsonaro foi eleito com o voto direto de milhões de brasileiros que acreditaram na sua capacidade de liderar o país numa saída da crise política e econômica gerada pela corrupção do estado brasileiro. Passados dois anos de governo a crise econômica se aprofundou e os problemas políticos agora ameaçam inclusive as bases da democracia e da república. É verdade que o presidente sofre uma intensa oposição, mas é também óbvio que algumas ações governamentais foram na contra mão daquilo que o então candidato apresentou como plataforma para ser eleito.

Caso não lidere o país para sair da crise sanitária é bem possível que Jair deixe de ser um mito e acabe tendo grandes dificuldades para se reeleger pelo voto direto e democrático, porque ao não tomar as rédeas da carruagem que nos tirará dessa situação caótica e inédita, poderá abrir espaço para que um novo líder se apresente nas fileiras políticas para tomar o seu lugar.

Se o Brasil se tornar um perigo sanitário internacional o presidente também corre o risco de ser vítima de ações orquestradas por agências estrangeiras de informação, interessadas em vê-lo longe do Palácio do Planalto e dispostas a vazar dados sensíveis que podem tornar a gestão federal inviável.

Continue lendo
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ARTIGOS

Novo Auxílio Brasil é caro e inútil

Publicados

sobre

O governo federal não debate com a sociedade os problemas nacionais que envolvem o trabalho e a redução da pobreza e das desigualdades. Pressionado pela opinião pública e as pesquisas eleitorais, o presidente mandou anunciar o fim do auxílio emergencial e do Bolsa Família, criando um novo programa que ampliará o número de beneficiários, com reajuste linear de 20% nos valores pagos no programa já existente.

O ministro encarregado no governo de promover a cidadania apresentou uma solução que teve como efeito imediato a queda da Bolsa de Valores e a desvalorização da moeda nacional.

A crise sanitária atingiu os brasileiros mais pobres, aumentando a miséria e a fome, mas entre os mais ricos a situação resultou em ampliação de suas riquezas, com aumento de 2,7 pontos percentuais na relação econômica que mantem 49,6% da renda nacional nas mãos de apenas 1% dos seus cidadãos.

O governo não foi capaz de implementar uma estratégia eficiente para enfrentar as consequências econômicas da doença coletiva que se espalhou por todo o mundo, mesmo sabendo e anunciando que o problema existia. O auxílio emergencial criado pelo Congresso, descontinuado pelo governo, retomado e agora extinto, foi implantado verticalmente e sem nenhuma colaboração da rede de assistência social existente no país.

O Brasil descumpriu sete das 12 recomendações recebidas pela Revisão Periódica Universal (RPU) da ONU sobre trabalho e redução da pobreza e da desigualdade e promoveu o retrocesso em quatro delas.

As medidas anunciadas como soluções eleitorais não serão eficientes para ampliar a renda e reduzir as desigualdades, além de provocarem efeitos econômicos indesejáveis. O mais importante deles é o calote nas contas públicas, com a criação de um crédito extraordinário para pagar débitos que deveriam estar previstos no orçamento.

===

Continue lendo

ARTIGOS

CPI DE ARROZ DE PATO

Publicados

sobre

Esse foi o prato principal servido entre os senadores que decidiram como ficaria o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito já publicado e que será votado na próxima semana.

Como o presidente da república tem imunidade presidencial e conta com a proteção da Procuradoria Geral da República e da Câmara Federal, não deverá sofrer punições pelos supostos crimes que teria praticado, que juntos poderiam lhe render mais de cem anos de cadeia.

O perigo agora é para os aliados que estão indiciados em crimes graves, como por exemplo, o ex-ministro da Saúde, general da ativa do Exército Brasileiro, Eduardo Pazzuello. Além dele, também estão no relatório os filhos do presidente, ex-ministros, empresários, assessores, funcionários públicos, blogueiros, médicos, deputados, etc.

Os indiciados mais fracos e mais pobres serão os primeiros a serem punidos. Por terem sido indiciados, alguns já estão sofrendo as consequências da citação pública dos seus nomes. Àqueles que não puderem pagar advogados que atuam em cortes superiores, irão para a cadeia rapidamente.

Já os indiciados mais ricos e mais poderosos poderão recorrer das acusações em liberdade e a maioria não ficará nenhum dia preso. O presidente se for habilidoso, poderá dividir o poder com seus aliados e manter-se no cargo, podendo reeleger-se no próximo ano e afastar para ainda mais longe qualquer punição.

Continue lendo

ARTIGOS

Pesquisas políticas falsas

Publicados

sobre

Evidentemente existem pesquisas de eleitorais feitas por amostragem para medir a intenção de voto do eleitor, que são falsificadas para beneficiar um candidato em detrimento de outro.

Veja como descobrir quais são as falsas e em que estudos se pode conferir algum grau de credibilidade, não como uma previsão do resultado da eleição, mas apenas um mapa numérico e gráfico de como poderá se comportar a intenção de voto do eleitor até o dia da eleição.

Respondendo a uma série de críticas e comentários nos vídeos anteriores sobre pesquisas de opinião e buscando esclarecer algumas dúvidas.

#pesquisas #eleições #futuro #previsões #perspectivas #candidatos #propostas #ideias #teorias #hipóteses #metodologia #estudos #estatística #ciência #dados

Continue lendo

MAIS LIDAS