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83% querem vacinas em 2022

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Os brasileiros estão em 2º lugar no mundo entre os que querem manter a vacinação contra a Covid-19 no ano que vem.

Na pesquisa mundial feita pela Ipsos perdemos apenas para os mexicanos, mas por muito pouco.

Os dados mostram também que para 96% dos vacinados com a primeira dose é preciso o reforço, que é aguardado com ansiedade.

Mesmo com todo o apelo popular alguns políticos de extrema-direita, inclusive o presidente da República, insistem em fazer uma campanha contra a vacinação, alegando questões pessoais e pseudociência, mas escondem que trata-se na verdade de um fundamentalismo religioso.

A vacina contra a Covid-19 veio para ficar. Pelo menos, é o que acredita a maioria dos entrevistados em 12 dos 13 países analisados pela Ipsos para o Fórum Econômico Mundial no fim do mês passado. Para 83% dos brasileiros, será preciso, pelo menos, tomar um reforço anual da vacina para se manter protegido. O país é o segundo no ranking, atrás apenas do México, onde 85% acreditam na necessidade de revacinação. Reino Unido aparece em terceiro lugar, com 77%.  A Rússia, com 43%, é o país que menos acredita na necessidade de um reforço anual entre os 13 sondados.

A maioria dos brasileiros (69%) também acredita que a prioridade deve ser a aplicação da primeira dose para todos os que querem antes de iniciar o reforço.

Só 23% dos entrevistados no Brasil concordam que, com número de casos de Covid-19 em queda e retomada de vida pré-pandemia, não será necessário reforço do imunizante. O país com menor percentual de concordância é o México (16%), seguido por Austrália (17%) e Reino Unido (19%).  Mais uma vez, com 53%, a Rússia é o único país onde uma maioria acredita que o reforço contra a Covid-19 não será necessário neste contexto.

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Novo Auxílio Brasil é caro e inútil

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O governo federal não debate com a sociedade os problemas nacionais que envolvem o trabalho e a redução da pobreza e das desigualdades. Pressionado pela opinião pública e as pesquisas eleitorais, o presidente mandou anunciar o fim do auxílio emergencial e do Bolsa Família, criando um novo programa que ampliará o número de beneficiários, com reajuste linear de 20% nos valores pagos no programa já existente.

O ministro encarregado no governo de promover a cidadania apresentou uma solução que teve como efeito imediato a queda da Bolsa de Valores e a desvalorização da moeda nacional.

A crise sanitária atingiu os brasileiros mais pobres, aumentando a miséria e a fome, mas entre os mais ricos a situação resultou em ampliação de suas riquezas, com aumento de 2,7 pontos percentuais na relação econômica que mantem 49,6% da renda nacional nas mãos de apenas 1% dos seus cidadãos.

O governo não foi capaz de implementar uma estratégia eficiente para enfrentar as consequências econômicas da doença coletiva que se espalhou por todo o mundo, mesmo sabendo e anunciando que o problema existia. O auxílio emergencial criado pelo Congresso, descontinuado pelo governo, retomado e agora extinto, foi implantado verticalmente e sem nenhuma colaboração da rede de assistência social existente no país.

O Brasil descumpriu sete das 12 recomendações recebidas pela Revisão Periódica Universal (RPU) da ONU sobre trabalho e redução da pobreza e da desigualdade e promoveu o retrocesso em quatro delas.

As medidas anunciadas como soluções eleitorais não serão eficientes para ampliar a renda e reduzir as desigualdades, além de provocarem efeitos econômicos indesejáveis. O mais importante deles é o calote nas contas públicas, com a criação de um crédito extraordinário para pagar débitos que deveriam estar previstos no orçamento.

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CPI DE ARROZ DE PATO

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Esse foi o prato principal servido entre os senadores que decidiram como ficaria o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito já publicado e que será votado na próxima semana.

Como o presidente da república tem imunidade presidencial e conta com a proteção da Procuradoria Geral da República e da Câmara Federal, não deverá sofrer punições pelos supostos crimes que teria praticado, que juntos poderiam lhe render mais de cem anos de cadeia.

O perigo agora é para os aliados que estão indiciados em crimes graves, como por exemplo, o ex-ministro da Saúde, general da ativa do Exército Brasileiro, Eduardo Pazzuello. Além dele, também estão no relatório os filhos do presidente, ex-ministros, empresários, assessores, funcionários públicos, blogueiros, médicos, deputados, etc.

Os indiciados mais fracos e mais pobres serão os primeiros a serem punidos. Por terem sido indiciados, alguns já estão sofrendo as consequências da citação pública dos seus nomes. Àqueles que não puderem pagar advogados que atuam em cortes superiores, irão para a cadeia rapidamente.

Já os indiciados mais ricos e mais poderosos poderão recorrer das acusações em liberdade e a maioria não ficará nenhum dia preso. O presidente se for habilidoso, poderá dividir o poder com seus aliados e manter-se no cargo, podendo reeleger-se no próximo ano e afastar para ainda mais longe qualquer punição.

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Pesquisas políticas falsas

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Evidentemente existem pesquisas de eleitorais feitas por amostragem para medir a intenção de voto do eleitor, que são falsificadas para beneficiar um candidato em detrimento de outro.

Veja como descobrir quais são as falsas e em que estudos se pode conferir algum grau de credibilidade, não como uma previsão do resultado da eleição, mas apenas um mapa numérico e gráfico de como poderá se comportar a intenção de voto do eleitor até o dia da eleição.

Respondendo a uma série de críticas e comentários nos vídeos anteriores sobre pesquisas de opinião e buscando esclarecer algumas dúvidas.

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